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2016/06/05
Risco País e Estudos Económicos

COM CRISE, SINISTROS NO MERCADO DE SEGURO DE CRÉDITO CRESCERAM 38% NO 1º TRIMESTRE DE 2016.

De janeiro a março, o setor acumulou registros de R$ 44,2 milhões em sinistros, segundo a economista da Companhia Francesa de Seguros de Comércio Exterior (Coface), Patrícia Krause. O valor supera em 38% o total de desembolsos feitos pelas seguradoras para cobrir os prejuízos que seus segurados tomaram de clientes em igual período do ano passado. "A taxa de sinistralidade no primeiro trimestre deste ano ficou em 75%, contra 52% em igual período do ano passado", contou Patrícia ao Broadcast.

 

Taxa de sinistralidade representa o valor desembolsado pelas seguradoras em relação total recebido. Para o setor, a taxa de sinistralidade elevada é um indicador do desequilíbrio financeiro das empresas. "Tanto que o mercado fez uma revisão das carteiras. A gente sabe que a inadimplência em geral deve continuar subindo. Mas pelas reações registradas no ano passado, como revisão de portfólios, esperamos que ela seja menor", explicou a economista.

 

Patricia diz que, até em função da crise, a procura por crédito tem aumentado. Mas, como o faturamento das empresas tem diminuído, os prêmios das seguradoras também estão sendo fechados a um valor menor. "Até temos fechado negócios, mas tem ocorrido também muitas revisões de valores por parte de clientes antigos", observou.

De acordo com a economista da Coface, agora que a crise se instalou na economia brasileira, as empresas estão mais dispostas a ouvir as seguradoras. "Está mais fácil agora sentar com uma empresa e conversar", explica a economista da Coface. Ela afirma ainda que o setor está começando a ser procurado também por empresas exportadoras interessadas em comprar seguro de crédito mesmo sabendo que o risco de inadimplência no exterior hoje é bem menor que internamente. Patrícia pondera, no entanto, que a inadimplência no exterior não chega até a interna porque o mercado doméstico é muito maior e o Brasil exporta menos de 10% do seu Produto Interno Bruto (PIB).

 

 

Por: Francisco Carlos de Assis
Fonte: Agência Estado (AE NEWS)

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