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2018/29/03
Publicações Económicas

A singularidade dos riscos políticos na Europa Central e Leste Europeu.

A singularidade dos riscos políticos na Europa Central e Leste Europeu.

O índice de risco político da Coface mostra um cenário diverso através da região. Enquanto os riscos sociais permanecem em baixa, devido à situação macroeconômica favorável que está impulsionando uma melhora na confiança do consumo doméstico - e também respaldadas por medidas governamentais, a tendência ao aumento do populismo e das incertezas sobre a União Europeia incrementa o nível global de riscos políticos.

 

Em geral, os riscos são significativamente inferiores aos que ocorreram no passado para os países da Europa Central e Leste Europeu. A região se beneficia de uma atividade econômica que tomou impulso nos últimos anos. O PIB per capta aumentou e agora se aproxima da média do Oeste Europeu, enquanto as taxas de desemprego e inflação permanecem como moderadas.

 

Os países da região da Europa Central e Leste Europeu mostram em diferentes formas e etapas de risco político. Hungria e Polônia são mencionadas mais frequentemente nos riscos internacionais e a União Europeia demonstrou preocupações sobre o Estado de Direito. As propostas de mudanças na lei e no sistema judiciário na Romênia tem impacto negativo na eficiência das medidas de combate a corrupção. Na República Tcheca, onde o partido de Ação dos Cidadãos Insatisfeitos ganhou as últimas eleições em Outubro de 2017, parece seguir o mesmo caminho dos partidos governantes da Hungria e Polônia. Ainda que isso não tenha acontecido, a República Tcheca está enfrentando uma crise política desde Janeiro deste ano devido ao voto de não confiança. O primeiro ministro está formando um novo governo de coalizão, com o apoio do parlamento. Tanto Eslováquia quanto Eslovênia sofreram recentemente renuncias de seus primeiros ministros.

 

A polarização da sociedade nos países da Europa Central e Leste Europeu se evidenciaram com o número de manifestações civis que vem acontecendo. “Várias mudanças afetaram a situação dos cidadãos e o panorama político fez com que um grande número de manifestações tenha tomado estes países”, analisa Grzegorz Sielewicz, economista da região da Europa Central e Leste Europeu, e autor do estudo. “Os problemas de corrupção que contribuem para a insatisfação social continuam desempenhando um papel nos riscos políticos da região, mesmo com estes países já terem adotado as regras da União Europeia e realizado melhoras significativas neste campo, como a criação de organismos anticorrupção em diferentes países. Bulgária, Hungria e Romênia se mantem nas últimas posições na classificação que mede a corrupção entre os países da União Europeia”.

 

 

Qual será o resultado das tensões com a União Europeia?

Até o momento, a política e os conflitos de alguns países com a União Europeia não tiveram consequências graves para as empresas. Mas, esta situação é devida principalmente por outros fatores favoráveis, nos quais se apoiam as economias da Europa Central e Leste Europeu e os negócios operados na região. Em 2017 a atividade economia acelerou até alcançar seu ponto mais alto nos últimos oito anos: 4.5%.

 

Em 2018 a previsão é que se mantenha um crescimento sólido de 3.9%; O consumo doméstico, a reativação dos investimos e dos projetos que foram co-financiados com o orçamento da União Europeia, contribuem significativamente para esta situação. Os exportadores se beneficiam do aumento da demanda mundial, especialmente dos mercados estrangeiros, assim como da competitividade dos preços e da qualidade dos produtos. Estes dois últimos fatores combinados com a proximidade geográfica do Oeste Europeu impulsionam as empresas estrangeiras a investir na região.

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O índice de risco político da Coface, lançado originalmente em 2017, diferencia dois riscos principais: os riscos de segurança (conflitos e terrorismo) e fragilidade política e social. Enquanto o primeiro impede diretamente as empresas de exercerem suas atividades, o segundo tem um impacto mais indireto, devido a sua influencia negativa sobre o índice de confiança.

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Carolina ALMEIDA

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