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2018/17/10
Publicações Económicas

RISCO PAÍS E SETORIAL: ALGUMAS ECONOMIAS EMERGENTES ESTÃO CADA VEZ MAIS VULNERÁVEIS

RISCO PAÍS E SETORIAL: ALGUMAS ECONOMIAS EMERGENTES ESTÃO CADA VEZ MAIS VULNERÁVEIS

O último trimestre foi marcado por um contínuo aumento nos preços do petróleo e saídas de capital dos mercados emergentes, alimentando a depreciação de suas moedas (ver gráfico 2, p. 4). O agravamento das crises cambiais na Argentina e na Turquia (que nos levaram a rebaixar as avaliações destes países no segundo trimestre do ano) são casos emblemáticos. Essa tendência começou com uma dinâmica muito positiva na economia dos Estados Unidos (crescimento de mais de 4% no segundo trimestre; confiança empresarial no nível mais alto em 14 anos), o que surpreendeu tanto os participantes do mercado quanto o Federal Reserve dos EUA, fazendo com que o mesmo apertasse sua política monetária mais rapidamente do que o esperado.

 

 

Como apontamos em nosso Barômetro do segundo trimestre de 2018, as vulnerabilidades específicas dos países emergentes também explicam essa tendência. As economias argentina e turca são caracterizadas por seus grandes desequilíbrios externos e, portanto, sua dependência de financiamento externo. Grande parte de sua dívida pública e privada é denominada em moeda estrangeira. Tanto na Argentina quanto na Turquia, as acelerações na depreciação destas moedas foram agravadas por vários fatores. Para a Argentina, a decisão do presidente Mauricio Macri, em 29 de agosto, de solicitar ao FMI o desembolso antecipado dos USD 50 bilhões, preocupou os detentores do peso argentino.

 

 

Isso teve o efeito contraproducente de criar um pânico para a economia argentina, que já estava em crise, com uma taxa de inflação média anual esperada de 30% para 2018. Após esse anúncio, o peso argentino subiu cerca de 13% em um dia e o banco central foi forçado a aumentar sua taxa básica em 1.500 pontos base, para chegar a 60% ao ano. Esse rápido aperto das condições de crédito deverá empurrar a economia argentina para a recessão neste ano (-2,4%, após + 2,9% em 2017). A deterioração contínua da economia do país é refletida em nossas avaliações setoriais com o rebaixamento de seis dos treze setores (ver p. 9). Nesta fase, a maioria das avaliações setoriais do país são classificadas como “Alto Risco” ou “Muito Alto Risco”.

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Carolina ALMEIDA

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