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2018/29/05
Publicações Económicas

Risco Político na América Latina

Risco Político na América Latina

A América Latina passava por um período difícil desde 2014. A queda nos preços das commodities tem impactado a atividade por meio de vários canais (com menores investimentos, receitas de exportação e um orçamento público mais apertado). Após dois anos de recessão, o crescimento do PIB da região se recuperou em 2017 em um ano estimado em 1,1%, e espera-se que ganhe mais força em 2018 (previsão de crescimento: + 2,4% A / A). No entanto, essa perspectiva otimista está mais ligada a tendências globais favoráveis do que os méritos internos. Embora ainda haja um ciclo monetário gradual nas economias avançadas (especialmente nos Estados Unidos), assim como uma leve desaceleração na China, a consequente melhora nos preços das commodities ajudou a América Latina, mas o ambiente político pobre manchou a imagem da região e afastou olhares de investidores estrangeiros - especialmente com os múltiplos escândalos de corrupção política e governamental desde 2014.

 

O risco político sempre pesou negativamente sobre as perspectivas econômicas da América Latina. A região tem um histórico notável de ser liderada por sistemas políticos ditatoriais e governos populistas, o que levou os países da região a vivenciar repetidos episódios de hiperinflação e crise da dívida pública, em detrimento do desenvolvimento econômico sustentável em longo prazo. Embora o terrorismo não seja uma preocupação principal para a América Latina e (com exceção do México) as maiores economias da região corram menos risco de conflito, o risco político associado às tensões sociais é muito maior. Fundamentos sociais fracos, percepção da corrupção, e uma taxa de homicídios relativamente alta - conseqüências tanto do crescimento fraco quanto de políticas sociais e econômicas ineficientes que criaram altos níveis de desigualdade - minam as perspectivas da região.

 

Nesse contexto, o risco político continuará a representar grandes preocupações para a América Latina em 2018. Em meio à insatisfação geral com a classe política tradicional, vários países elegerão seu próximo presidente este ano, incluindo Colômbia (Maio), México (Julho), e o Brasil (Outubro). Assim, o risco de incertezas políticas que afetam o ambiente econômico está aumentando, especialmente no Brasil e no México.

 

 

 

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