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2017/29/05
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Rússia: Da recessão para a recuperação, mas quão rápido e abrangente será?

Rússia: Da recessão para a recuperação, mas quão rápido e abrangente será?

A diversificação da economia russa que se tornou necessária devido à queda nos preços do petróleo está enfrentando restrições estruturais que podem ter um efeito prejudicial sobre o crescimento de médio prazo. No entanto, alguns setores (agroalimentares, químicos, automotivos, etc.) parecem se beneficiar de uma recuperação nos negócios que contribuirá para a recuperação em 2017.

 

Principais impedimentos para a diversificação: falta de mão-de-obra até 2020 e a falta de investimentos.
Após 2 anos consecutivos de recessão na atividade econômica (-2.8% em 2015 e -0.2% em 2016), a previsão de crescimento para a economia Rússia é novamente positiva, embora fraca (1% de acordo com as previsões da Coface). A vulnerabilidade do crescimento em médio prazo pode ser atribuída a dependência excessiva de hidrocarbonetos. Apesar da recente recuperação dos preços do petróleo, a Rússia não pode contar com isso, nem com a forte retomada do crescimento da produção de petróleo.
 
A diversificação da economia que é parte estratégica do plano do governo Russo, está enfrentando vários obstáculos estruturais, principalmente no crescimento demográfico do país, que desde 2010 demonstra queda na população economicamente ativa. Além disso, as sanções impostas após a crise na Ucrânia e as falhas nas questões de segurança (reguladores, liberdade política e corrupção) estão fazendo com que investidores estrangeiros percam o interesse em investimentos no país. Além do mais, o capital privado na Rússia nem sempre é direcionado para a economia nacional, com certas manobras econômicas que favorecem a poupança em relação aos investimentos.

 

Embora a falta de competitividade estrutural deva melhorar, o país precisa melhorar a utilização de suas instalações e mão de obra de produção.
Quando avaliados com estas restrições estruturais e um contexto difícil, tanto nacional como internacional, a Rússia deve manter a sua competitividade crescente: progressos consideráveis a este respeito foram feitos nos últimos cinco anos (do 67º lugar entre 2012-2013 e 43º lugar em 2016 - 2017 [1] ).

A evolução dos preços do petróleo e do contexto internacional (levantamento das sanções) será decisiva para o investimento privado, em declínio desde 2013, e cuja recuperação permitirá que as instalações de produção sejam melhoradas e expandidas.

 

Enquanto os níveis de educação e pesquisa científica são ativos do país, a produtividade do trabalho permanece baixa na Rússia (mais de sete vezes menor do que a dos EUA e mais de cinco vezes menor que a UE) e em níveis bastante estáticos. O custo unitário do trabalho, no entanto, é relativamente elevado.

A queda acentuada do valor do Rublo Russo em 2014-2015 aumentou a competitividade de certos produtos russos em comparação aos bens importados, mas principalmente em setores que aproveitaram de medidas de apoio específicas, como agroalimentares, produtos químicos e borracha / plásticos, e isso pode continuar impulsionando o crescimento. Além disso, após dois anos de declínio acentuado (-36% em 2015 e -11% em 2016), as vendas de automóveis aumentaram em março e abril de 2017, demonstrando uma tendência mais positiva para este setor em 2017.

 

 

[1] De acordo com as avaliações do Fórum Econômico Mundial (Índice de competitividade global)

 

 

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Carolina ALMEIDA

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