Velha conhecida da população brasileira, a inflação tem afligido outro território emergente: a China.
O índice de preços ao consumidor da China registrou seu pior desempenho nos últimos três anos. O governo tem respondido com ampliação do compulsório bancário e alta dos juros. A despeito de todo esse cenário, os indicadores de atividade apontam apenas para uma redução na marcha de crescimento econômico chinês.
A pressão inflacionária na China é reflexo de uma combinação de políticas fiscais e monetárias expansionistas, assim como a disparada nos preços de alimentos (este último tem subido no mundo inteiro). O Brasil como um grande exportador de commodity agro, cerca de 30% da nossa pauta de exportação de 2010, tem se beneficiado de tal cenário, refletindo positivamente na nossa Balança Comercial.
Pela ótica da oferta, diversos setores da indústria têm apontado as importações chinesas como “concorrência desleal”. A combinação de um Yuan (moeda chinesa) subvalorizado somando-se o investimento público chinês pesado, torna a concorrência muito difícil.
A entrada de montadoras chinesas no Brasil, por exemplo, tem repercutido como um grande desafio a ser enfrentado pela indústria, com possíveis impactos em toda cadeia automobilística brasileira. O grande temor é que tendência de importação de carros prontos seja ampliada.
Por outro lado o investimento chinês não tem se limitado a produtos finais, mas tem atuado também na estrutura de custos através de parcerias com diversos setores fabris. O Brasil foi o principal destino do investimento direto da China em 2010, cerca de 13,7 bilhões USD, e a expectativa é de que tenhamos um volume ainda mais expressivo em 2011.
O futuro dessa relação?
O Brasil deve cultivar a parceria com a China, contudo com foco nos setores estratégicos para o país e com maior valor agregado. No que tange à relação comercial entre as duas nações, as exportações devem ser diversificadas e qualitativamente aprimoradas, reduzindo assim a dependência de exportação de commodities.
Dois grandes países, tendência de crescimento econômico, o ideal e esperado é que a relação entre ambos seja realmente de parceria, e é isso que devemos ver nos próximos anos.
Posted By Patrícia Krause – Economia








