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A Crise no Oriente Médio e seus desdobramentos na economia mundial

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Muito tem se falado sobre as consequências políticas e econômicas da crise que se instaurou em alguns países do Oriente Médio e do norte da África.

Essas preocupações se dão porque é nesta parte do globo que pulsa o coração energético da Terra. Sempre que o mundo presencia uma crise em regiões produtoras de petróleo, retomam-se as discussões sobre a necessidade latente de independência energética.

É verdade que o Egito e a Tunísia não possuem uma reserva expressiva de petróleo, mas a Líbia detém uma das mais importantes reservas da África. A Argélia é uma grande fornecedora, assim como o Bahrein, país fronteiriço da Arábia Saudita, maior produtora do petróleo que abastece o mundo.

Vem, com a crise, o aumento do preço do barril de petróleo e do litro da gasolina. A alta dos preços impacta diretamente as economias dos EUA e da Europa, que ainda se recuperam da grande crise.  Trata-se de uma ameaça ao crescimento global e, certamente, esse é um problema digno de roubar as noites de sono dos governantes!

Mas não há razão para pânico. O risco da instabilidade no fornecimento do petróleo existe, mas devemos lembrar que os países do Oriente Médio precisam vender, já que é deste recurso natural que parte sua subsistência.

Mais preocupante que as turbulências é o fato do petróleo ser um recurso esgotável. Após a crise nuclear decorrente do terremoto que atingiu o Japão, muito se discute sobre a utilização desta forma de energia. Questiona-se a segurança dos projetos nucleares de diversos países, fato que atinge amplamente a Europa. Na França, meu país de origem, 80% da energia elétrica é atômica. Enquanto a geração de energia oriunda de fontes limpas ainda não está madura, qualquer instabilidade no Oriente Médio causará insegurança na economia mundial.

O mundo árabe está em transição, ao mesmo tempo em que o Brasil se aproxima cada vez mais dele. Empresas brasileiras que fazem negócios por lá tem se preocupado. De fato, houve saques em alguns dos países, situação que pode desencadear atrasos e até mesmo ausência de pagamento. O risco político também pode ocasionar sinistros, já que, com um banco central fechado, por exemplo, o pagamento deixa de depender só do comprador. Também não se deve esquecer do risco tradicional em transações com estes países, que é o de litígio. Quando uma empresa privada é controlada pela família de um governante, qualquer situação que caminhe para uma cobrança judicial pode ser muito arriscada. Este risco ainda existe nos países do Oriente Médio afetados ou não pela crise.

Nós, como seguradora de crédito, realizamos uma análise com indicadores que classificam o nível de risco de transações realizadas em um determinado país. Estes indicadores medem como os negócios são influenciados pelas perspectivas econômicas, financeiras e políticas externas de um país, em um ambiente corporativo. Estabelecemos um rating global para cada país avaliado, por meio da classificação do risco em sete níveis – partindo de A1 para o risco mais baixo, a D, que é o mais alto. Com as inquietudes nestas regiões, o Bahrein teve seu score reduzido de A3 para A4. O Egito, classificado antes com B, tornou-se B-. A Líbia, antes no nível C, tornou-se agora D. Também diminuímos nossos limites de cobertura para os contratos que envolvem os países confrontados por manifestações, revoltas ou guerras civis.

Claramente, uma empresa que exporta para a Líbia deveria adiar essa venda, já que não há certeza sequer sobre o recebimento da mercadoria pelo comprador. No entanto, as negociações com os outros países afetados podem prosseguir.

É possível se assegurar, por meio de produtos clássicos, como as cartas de crédito emitidas por bancos locais e confirmadas por um banco brasileiro – opção que tem se mostrado bastante cara e muitas vezes burocrática. Outra alternativa é o seguro de crédito, que se mostra mais vantajoso para as empresas, pois avalia os riscos e orienta a carteira de buyers de um cliente, para que seja tomada a decisão correta na hora de fechar negócios. Em caso de atraso no pagamento, responsabiliza-se pela cobrança e, caso haja o sinistro, 90% do valor é reembolsado, protegendo assim a saúde financeira da empresa e, até mesmo, evitando possíveis falências decorrentes da falha de um pagamento.

Tomando estes cuidados, é possível enxergar oportunidades na crise. A instabilidade no mundo árabe fará com que os investidores enxerguem a América Latina como uma zona de segurança para aplicações, abrindo novas oportunidades de negócios na região.

Posted by Joel Paillot – Presidente

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Brasil e China: Qual o futuro dessa relação?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Velha conhecida da população brasileira, a inflação tem afligido outro território emergente: a China.

O índice de preços ao consumidor da China registrou seu pior desempenho nos últimos três anos. O governo tem respondido com ampliação do compulsório bancário e alta dos juros.  A despeito de todo esse cenário, os indicadores de atividade apontam apenas para uma redução na marcha de crescimento econômico chinês.

A pressão inflacionária na China é reflexo de uma combinação de políticas fiscais e monetárias expansionistas, assim como a disparada nos preços de alimentos (este último tem subido no mundo inteiro).  O Brasil como um grande exportador de commodity agro, cerca de 30% da nossa pauta de exportação de 2010, tem se beneficiado de tal cenário, refletindo positivamente na nossa Balança Comercial.

Pela ótica da oferta, diversos setores da indústria têm apontado as importações chinesas como “concorrência desleal”.  A combinação de um Yuan (moeda chinesa) subvalorizado somando-se o investimento público chinês pesado, torna a concorrência muito difícil.

A entrada de montadoras chinesas no Brasil, por exemplo, tem repercutido como um grande desafio a ser enfrentado pela indústria, com possíveis impactos em toda cadeia automobilística brasileira. O grande temor é que tendência de importação de carros prontos seja ampliada.

Por outro lado o investimento chinês não tem se limitado a produtos finais, mas tem atuado também na estrutura de custos através de parcerias com diversos setores fabris. O Brasil foi o principal destino do investimento direto da China em 2010, cerca de 13,7 bilhões USD, e a expectativa é de que tenhamos um volume ainda mais expressivo em 2011.

O futuro dessa relação?

O Brasil deve cultivar a parceria com a China, contudo com foco nos setores estratégicos para o país e com maior valor agregado. No que tange à relação comercial entre as duas nações, as exportações devem ser diversificadas e qualitativamente aprimoradas, reduzindo assim a dependência de exportação de commodities.

Dois grandes países, tendência de crescimento econômico, o ideal e esperado é que a relação entre ambos seja realmente de parceria, e é isso que devemos ver nos próximos anos.

Posted By Patrícia Krause – Economia

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Nova Ferramenta de Análise Econômica

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Análises econômicas são essenciais para auxiliar o direcionamento de qualquer negócio, seja ele de pequeno, médio ou grande porte.

Há mais de 60 anos, a Coface vem disponibilizando formas para que seus clientes possam ter acesso a esses estudos. Como a “veia” do seu negócio é justamente dar proteção a riscos de crédito nas transações comerciais, é bastante lógico que é de seu total interesse disponibilizar o máximo de informações econômicas para que as empresas possam direcionar seus negócios.

Com a realização do Country Risk 2010 em Paris, a Coface lançou oficialmente uma nova ferramenta, mais completa e dinâmica, para avaliações de risco de crédito.

Os estudos estão divididos em 3 categorias para facilitar a consulta:

1. Risco-país

Analisa evoluções de risco-país (reavaliação a cada trimestre) e realiza previsões que são preparadas pelo departamento de Pesquisa Econômica e Risco País da Coface.

O objetivo desse estudo é de avaliar a média de risco de crédito das empresas em um determinado país. O rating é baseado em dados econômicos, financeiros e políticos.

Por exemplo, se uma empresa pretende abrir novos mercados externos, a mesma poderá consultar quais países possuem os mais altos ratings. Para ir mais fundo, é possível acessar dados como indicadores macro-econômicos, pontos fortes e fracos e avaliação de risco por país.

2. Setorial

Analisa a evolução dos índices de risco de crédito por setor (revisão a cada dois anos).

Esse estudo se baseia em dados macroeconômicos e realiza previsões de histórico de pagamento em um determinado setor.

Vamos pensar em uma empresa que quer comercializar seus produtos, seja interna ou externamente, para um determinado setor. Esse estudo mostrará os índices e fará uma análise de risco de crédito por setor de atividade no continente.

3. Análise do Ambiente de Negócios

Avalia a evolução do ambiente de negócios.

Esse estudo se baseia na qualidade da governança corporativa em um determinado país e a transparência financeira num panorama comercial.

Todos esses estudos estão disponíveis para consulta em nosso site.

A navegação é muito fácil e dinâmica, além de possibilitar realizar simulações em qualquer uma das categorias de análise. Isto poderá beneficiar e orientar uma empresa antes de realizar negócios em um determinado país ou setor.

Lembro que além dessa ferramenta, a Coface edita anualmente o livro “Country Risk”, que é vendido na Amazon, conforme citei em um post anterior.

 

Posted by Jeane So – Marketing

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