Os anos de 2008 e 2009 vão ficar marcados na história como a mais grave crise desde a Segunda Guerra Mundial. O crescimento mundial foi de 4,2% em 2007 para 2,1% em 2008 e, em seguida, para -1,9% em 2009. Nunca antes havia acontecido algo parecido, queda de 6 pontos no crescimento da economia.
Apesar deste “cataclisma financeiro” mundial, ainda assim, a Coface teve números positivos em 2009. Houve um aumento no volume de negócios global de 3,8%.
E, ainda recebemos a boa notícia que o Conselho de Administração do Natixis, grupo controlador da Coface, decidiu aumentar, já no primeiro trimestre de 2010, o capital da Coface para € 175M. Em julho de 2009, o Grupo já havia recebido um primeiro aumento.
Com o forte apoio dos acionistas, através de dois aumentos de capital, a solidez financeira da Coface ficou ainda mais reforçada e, o melhor, muito mais que antes da crise.
• Um primeiro aumento, de € 50 milhões foi realizado em Julho de 2009. Esta ação, refletiu o compromisso da Coface com seus clientes, corretores e resseguradores de manter durante toda a crise, um excedente em margem de solvência perto do nível antes da crise, ou seja, cerca de € 400 milhões.
• Um segundo aumento, de € 175 milhões, foi decidido pelo conselho do Natixis em dezembro e foi realizado em Março de 2010. Somando-se ao primeiro aumento, o mesmo compensa totalmente o impacto direto sobre o balanço da Coface de 2009 (- € 223 milhões). O excesso de solvência no final de 2009, com base neste aumento, atingiu € 575 milhões, ou seja, 27% a mais que em 31 de dezembro de 2007.
Em 2010 deveremos ver uma recuperação da economia mundial. A Coface estima um crescimento global de 2.7%, contra -1.9% em 2009, incluindo 5.3% nos países emergentes, 1.8% nos EUA e apenas 0.9% na Europa.
Isso sinaliza o fim da crise de crédito global, em que não teremos mais todo aquele número de empresas abrindo falências, muito além do nível normal. No entanto, ainda haverá zonas de fraqueza em termos geográficos ou setoriais. Alguns países (Espanha, Portugal, Irlanda, Hungria, países bálticos, etc.) devem ter, mais uma vez uma experiência de crescimento negativo e, portanto, mais falências em 2010 do que em 2009.
Dentro deste contexto, a Coface pretende imprimir melhorias no âmbito operacional. Além disso, como parte de seu plano estratégico, a Coface tem como meta, atingir um lucro de €250 milhões em 2012, consolidando seus negócios.
Esta crise histórica deve levar todos os players do mercado a reverem alguns modelos de administração e é nisso que a Coface pretende colaborar, através do seguro de crédito, e na larga experiência de rating.
Posted by Hércules Pascarelli – Financeiro


