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2016/02/11
Publicações Económicas

A primeira flecha do Abenomics: Por que não está funcionando?

Desde o lançamento do Abenomics no começo de 2013, o banco do Japão (BOJ) tem sido extremamente agressivo em sua política monetária, popularmente conhecida como “a primeira flecha do Abenomics”. As medidas incluíram a introdução do “Alívio monetário quantitativo e qualitativo (QQE)” em Abril de 2013, a modificação para “QQE com taxa de juros negativa” em Janeiro de 2016 e mais recentemente anunciaram o “QQE com controle da curva de rendimento” em Setembro de 216. Pouco mais de 3.5 anos desde o seu lançamento, o impacto da primeira flecha se tornou menos efetivo do que o esperado, particularmente nas exportações japonesas e na moeda Iene.

 

 Por que a depreciação do Iene, que aconteceu durante o inicio da primeira flecha, não impulsionou o volume de exportação de mercadorias Japonesas?

 

O impacto silencioso na depreciação do Iene nas exportações poderia ser facilmente explicado pelas forças externas no crescimento econômico global, que tem pesado sobre o comércio mundial, incluindo as exportações Japonesas. Uma razão mais estruturada é o comportamento “preço-mercado” dos exportadores japoneses, que mantiveram os preços das exportações estáveis com seus preços domésticos, apesar da cotação do Iene. Isso limita o estimulo da demanda pelas exportações do país.

 

Quais indústrias poderiam ser mais impactadas se houvesse a variação de preços do Iene?

 

Devido ao seu comportamento “preço-mercado”, o crescimento dos lucros operacionais de produtores Japoneses compete com a flutuação do Iene. O estimulo monetário agressivo do Banco do Japão deveria, portanto, ter animado os fabricantes Japoneses.

 

Outro fator importante na determinação da flutuação do Iene na rentabilidade dos produtores pode ser a parcela do faturamento em câmbio das exportações. Indústrias com um menor nível de diferenciação de produtos exportados resultam em menor parcela de faturamento em Iene, e são mais sensíveis as flutuações da moeda. Com isso, esses players estão mais vulneráveis durante o período de valorização do Iene, mas aproveitaram da rentabilidade durante o tempo de desvalorização da moeda.

 

Combinando essas avaliações teóricas e empíricas, as indústrias têxtis e químicas são mais vulneráveis em período de valorização, enquanto normalmente as indústrias de maquinários industriais são as menos.

 

Faça o download de nosso estudo completo.

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Carolina ALMEIDA

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