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2017/13/03
Publicações Económicas

Insolvência das empresas na França

Insolvência das empresas na França

Em Janeiro de 2017 houve uma redução nas insolvências na França, iniciada em Maio de 2014 e atingindo 58.031 empresas. Este é o menor patamar desde Setembro de 2012 (um redução de -2.8% comparando com o mesmo período de 2016.

No começo de 2017, 1 em cada 72 empresas declarou insolvência no ano, contra 1 em cada 56 no ano de 2011.  É esperado que está tendência continue. A Coface prevê uma redução de 1% em 2017 comparado com 2016.

O modelo da Coface leva em consideração a previsão de crescimento do PIB e margem de lucro das empresas. Outra boa notícia é que o número de trabalhadores afetados pelas empresas insolventes caiu 2,6%.

 

O número de novas empresas criadas aumentou 9.8% no decorrer do ano. Este é outro indicador do dinamismo das empresas, que agora apresentam números em níveis pré-crise. No entanto, empresas recém-criadas podem gerar impactos negativos secundários sobre a evolução das insolvências. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos da França, 3 em cada 10 empresas declara insolvência nos primeiros três anos de criação.

Como os fatos políticos impactam a insolvência das empresas na França?

Em Outubro de 2016 a Coface publicou um estudo “Economias europeias: O risco politico estragará a festa em 2017?” Um dos objetivos era medir o impacto dos choques políticos nas economias europeias. Embora o alto risco político seja parcialmente o resultado de indicadores macroeconômicos e sociais (desemprego, PIB per capta, desigualdade de renda, etc) sua expansão também pode ser prejudicada através de dois canais principais: Os mercados financeiros (aumento nas taxas de juros, queda do mercado de ações, etc) e a confiança dos agentes econômicos (empresas e famílias).

Utilizamos o modelo VAR (Vetores autorregresivos) para quantificar o impacto do índice de incerteza política (EPU em inglês) sobre o crescimento do PIB. No caso da França, o impacto que o PIB teria com um aumento no índice EPU, seria similar ao observado com o referendo do Reino Unido em Junho de 2016, 0.6% ao final de um ano. Em outras palavras, o PIB não cresceria os 1.3% previstos neste ano (previsão Coface, sem o impacto político) seria um crescimento de apenas 0.7% se as incertezas aumentarem pelas eleições presidenciais ou eleições gerais. Nesta situação, as insolvências das empresas não diminuiriam 1.0%, em fato, cresceriam 1.1% (o que representa um impacto de 2.1 pontos).

Além do impacto de curto prazo no aumento da incerteza, o instituto Montaigne, estimou que o PIB diminua 9 pontos se a França deixar a zona do Euro. O modelo da Coface para prever as insolvências das empresas mostra que as mesmas poderiam aumentar até 27% se este cenário se concretizar.

 

 

 

 

 

 

 

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Carolina ALMEIDA

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