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2017/25/01
Publicações Económicas

Panorama - Uma retomada econômica frente às incertezas.

Panorama - Uma retomada econômica frente às incertezas.

CONFERÊNCIA DE RISCO PAÍS 2017

 

2017: Um ano de riscos políticos e bancários para os países emergentes.

 

Apesar da recente recuperação, as incertezas continuarão dominando o clima econômico mundial durante este ano.

O comércio mundial diante da ameaça do protecionismo

 

Após dois anos consecutivos de um crescimento menor a nível mundial, a perspectiva é de uma ligeira melhora em 2017 (de 2.5% á 2.7%). O crescimento será impulsionado por uma retomada nos negócios dos países emergentes (4.1% de crescimento), derivada principalmente da recuperação do Brasil e da Rússia, que compensarão a desaceleração da China. Nos países desenvolvidos a expectativa é de um crescimento estável de 1.6%.

 

O fraco crescimento no comércio mundial (previsão de 2.4% para 2017, comparado com uma média de 2.2% entre 2008 e 2015 e uma média de 7% entre 2002 e 2007) poderia potencializar o surgimento de medidas protecionistas, seguidas das eleições de Donald Trump. No curto prazo, essas medidas terão um menor impacto na economia Americana (+1.8% ao final do período) do que na economia dos países que exportam para os EUA: América Central (principalmente Honduras, El Salvador, México e Equador) e alguns países Asiáticos (como Vietnam e Tailândia).

 

Dada a forte dependência doMéxicopara os Estados Unidos (que representa 7% do PIB) no cenário de alta inflação e queda de investimentos, a Coface rebaixou a nota de avaliação de risco do país paraB, AArgentinafica relativamente imune ao efeito “Trump” e, após um ano de dificuldades, deverá começar a colher os benefícios de suas reformas. Portanto, a Coface está melhorando a nota de avaliação de risco do país paraB.

 

Riscos políticos globais em nível recorde em 2017.

Os riscos políticos continuam sendo a maior preocupação em 2017.

 

Entre as economias desenvolvidas, a Europa é a que está enfrentando as maiores incertezas políticas, aguardando o resultado de uma série de decisões de batalhas eleitorais, bem como os termos exatos doBrexit. Ao longo do ano passado, o indicador de risco politico Europeu da Coface aumentou em média 13 pontos para Alemanha, França, Itália, Espanha e Reino Unido. Caso ocorra uma nova reviravolta política, em escala similar ao referendo Britânico, o crescimento Europeu deverá diminuir em média 0.5 pontos.

 

Os riscos políticos nos países emergentes estão mais elevados do que nunca, impulsionados pelo descontentamento social e pelo aumento dos riscos de segurança. A Comunidade dos Estados Independentes (CIS1) com uma nota de 63% sobre 100% em 2016 causado pela Rússia, a região do Norte da África e Oriente Médio representam os maiores riscos entre as economias emergentes. O aumento da insatisfação política e social naÁfrica do Sulé em partes responsável pelo rebaixamento da nota de avalição paraC, em um clima de crescimento muito fraco.

 

Risco de segurança, que inclui ataques terroristas, conflitos e homicídios é um novo fator no indicador de risco político emergente. Sem surpresas, os maiores riscos estão na Rússia e Turquia.

 

Risco de Crédito: Altos índices de endividamento das empresas são a armadilha para o setor bancários nos países emergentes.

Os aumentos no risco de crédito podem ter diferentes significados, dependendo do país.

 

O nível de insolvência das empresas deve continuar caindo nas economias desenvolvidas. No entanto, o aspecto negativo é que o número de criação de empresas é inferior ao nível de pré-crise (com variações de -19.8% na Alemanha, -5.1% nos Estados Unidos e -4.1% na Itália entre 2015 e os níveis de pico no pré-crise). Empréstimos concedidos a empresas com alto endividamento estão esgotando os recursos disponíveis para as novas empresas que poderiam apresentar rápido crescimento.

 

O alto endividamento das empresas é outro problema nos países emergentes. As empresas na China têm os maiores níveis de endividamento (+ de 160% do PIB) e está divida aumentou 12 pontos no PIB entre o segundo trimestre de 2015 e o segundo trimestre de 2016. A taxa de inadimplência no setor bancário está aumentando consideravelmente na Rússia, Índia, Brasil e China, enquanto as condições creditícias continuam restritivas.

 

Upgrades na Europa e na África Subsaariana

É a primeira vez desde meados de 2015 que a Coface realizou mais upgrades que rebaixamentos nas avaliações de risco país.

AEspanhamelhorou sua nota paraA3, enquantoIslândiaeChipre(onde os riscos relacionados ao controle de capitais estão diminuindo) agora são avaliadas comoA2eBrespectivamente. Os países da Europa Central continuam a melhorar no ranking, entre os 160 países avaliados pela CofaceEstônia (A2),Sérvia (B)eBósnia-Herzegovina (C)tiveram melhoras em seus ambientes de negócio e o crescimento nestes países está atingindo níveis satisfatórios. ABulgária (A4)afirmou sua recuperação, graças ao crescimento moderado e a continuação da consolidação do setor bancário no país.

 

NA África Subsaariana, países menores estão performando melhor que economias maiores. Duas das melhores performances na região sãoGana (B), que passou no teste de democracia em Dezembro, e agora tem um nível satisfatório de gestão financeira pública, e oQuênia (A4),que teve um impulso no turismo e um aumento nos investimentos públicos.

 

 

 

 

COUNTRY-RISK-ASSESSMENT-JANUARY-2017_GB

 

 

[1] CIS (Commonwealth of Independent States composto por Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Geórgia, Cazaquistão, Moldávia, Rússia, Tajiquistão, Ucrânia e Uzbequistão.

 

 

Faça o download e confira o estudo completo:
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