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2018/12/04
Publicações Económicas

Risco país e setorial: Mundo - 1º trimestre 2018

Risco país e setorial: Mundo - 1º trimestre 2018

 

  • No final do ciclo, aparecem sinais de alerta em países avançados
  • Intensifica-se o risco de protecionismo
  • Nigéria, Africa do Sul e o setor de Energia no Brasil, Argentina e Chile estão aproveitando-se do aumento de preço das commodities.
A confiança das empresas começou a ser afetada pelo risco de uma Guerra comercial

Parece que o crescimento mundial alcançou seu máximo (uma previsão de 3.2%  em 2018 de acordo com a Coface) e está começando a mostrar sinais de fraquezas nos países avançados. A tendência de insolvência empresarial confirma este cenário, em 2017 apresentou uma caída sem precedentes em seus números e em 2018 espera-se uma tendência de baixa: -7% na zona do Euro e -5% nos Estados Unidos. A avaliação de risco país de Portugal foi melhorada para A2, já que o país está aproveitando uma dinâmica extraordinária de crescimento.

 

Normalmente, o ciclo econômico dos Estados Unidos está à frente dos ciclos de países da Zona do Euro e dos emergentes. Se a confiança das empresas e a taxa de utilização da capacidade de produção dos Estados Unidos sugere uma duração recorde do ciclo atual, a caída nos lucros corporativos (-10,3% interanual no final de 2017), e o risco de superaquecimento do mercado de trabalho, anunciam uma mudança de fase, depois de vários recordes alcançados em 2017, o índice de confiança das empresas agora demonstra claramente, que o pico máximo foi superado. Este ponto de inflexão coincide com as fortes restrições da oferta e um nível de risco político que permanece alto.

 

A febre do protecionismo foi desencadeada no mundo desde a eleição de Donald Trump e o espectro de uma guerra comercial poderia explicar a deterioração da confiança das empresas. A Coface espera que o presidente Trump continue anunciando medidas protecionistas antes das eleições que ocorrerão em novembro de 2018, as quais poderiam afetar o desempenho empresarial. No curto prazo, a recente medida de imposição de tarifas sobre uma seleção de produtos chineses não terá impacto significativo na economia real ou sobre a boa dinâmica de comércio mundial (Coface prevê + 3.7% em 2018). No longo prazo, a guerra comercial aberta entre China e Estados Unidos poderia intensificar-se em alguns setores como tecnologia da informação e comunicações.

 

Em geral, risco menor para os negócios.

 

Neste contexto de uma demanda mundial crescente, o aumento dos preços de petróleo permitiu que a Coface melhorasse a avaliação de risco para Nigéria que é o oitavo exportador de petróleo, de D para C, assim como também a avaliação do setor de energia no Brasil (risco médio), Argentina (risco médio) e Chile (baixo risco). A melhora na avaliação do risco país da África do Sul para B, levou em consideração estes fatores, além da recuperação da aceleração econômica, a qual foi impulsionada pela produção do setor químico, que agora se encontra como risco médio e o setor de papel (risco médio), assim como as vendas no varejo que também estão em médio risco. Por outro lado, as commodities mais caras prejudicaram os países importadores como Tunísia, pais cuja avaliação foi rebaixada para C.

 

Apesar das sanções do ocidente, confirma-se a recuperação da Rússia, tendo o principal motor o consumo doméstico e em menor grau, o retorno dos investimentos empresariais, resultando em uma melhora na avaliação de risco para três setores: químico, agora em risco baixo, papel em risco médio e construção em risco alto.

 

A avaliação de risco país Coface (160 países) conta com uma escala de 8 níveis: A1 (risco muito baixo), A2 (risco baixo), A3 (risco bastante aceitável), A4 (risco aceitável), B (risco significativo), C (risco alto), D (risco muito alto) e E (risco extremo).

 

Mudanças Risco País - 1 TRI

 

A avaliação setorial da Coface (13 setores em 6 regiões geográfica, 24 países, representando quase 85% do PIB mundial) está classificada em uma escala de 4 níveis : risco baixo, risco médio, risco alto e risco muito alto.

 

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Carolina ALMEIDA

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